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Tombado como patrimônio histórico e cultural em 1984, o Grande Hotel, como é conhecido, foi inaugurado em 1941 e integra o conjunto de obras oficiais do governo de Getúlio Vargas. Na época, o então presidente entendia que toda cidade importante deveria ter um Grande Hotel.

O prédio está localizado na avenida Getúlio Vargas, no centro de Cuiabá, atrás da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus. A edificação é descrita atualmente como de arquitetura no estilo neocolonial, um movimento do início do século 20 que buscava uma arte genuinamente nacional, oferecendo novas bases para a modernização da arquitetura no Brasil, mas sem desconsiderar as raízes e referências do Brasil colônia.

A história do Grande Hotel apresenta que foi um prédio construído com dificuldades de logística, mas chamando a atenção e interesse da população local, com especulações sobre a viabilidade do serviço de hospedagem em um grande prédio naquela época, com 38 quartos, sendo apenas quatro deles suítes. Durante duas décadas serviu ao propósito inicial, tornando-se ponto de encontro e referência para acomodação com qualidade. Empresários, autoridades, políticos – entre eles o presidente Getúlio Vargas – e celebridades estavam entre os hóspedes.

Porém, já na década de 60, o Grande Hotel deixou de funcionar. Passou então a ser sede do extinto Banco do Estado de Mato Grosso (Bemat) à custa de uma série de reformas e ampliações. Inicialmente construído em formato em E, com particularidades como as varandas das fachadas, as obras para abrigar o órgão estadual excluíram os pátios dos fundos, que foram tomadas por salas administrativas com extensos corredores cegos. As intervenções foram menos radicais nas fachadas voltadas para a rua, conservando muito da aparência original.

Foi restaurado em 2001, quando foram descobertas as estruturas ocultadas pelo Bemat, como escadas de serviço e forros de gesso dos salões. Também foram recuperados pisos em tacos de madeira e guarda-corpos metálicos. A partir daí, a Secretaria de Estado de Cultura, na época, instalou-se no local, onde ficou até 2015.

O prédio está em reforma atualmente e irá abrigar o Centro de Referência da Economia Criativa de Mato Grosso. A obra é executada no conceito de Retrofit, que tem a proposta de revitalizar edifícios antigos, envolvendo um processo de modernização e readequação dos espaços, mas preservando a arquitetura original.

O Centro de Referência da Economia Criativa de Mato Grosso será um espaço dedicado à inovação, consultorias, capacitação, network, eventos, desenvolvimento e geração de novos empreendimentos, emprego e renda no mundo das artes, negócios digitais e criações funcionais.